20080814
Bloqueio criativo - Parte II
Auto-confiança, valor, segurança, todos tiraram férias, e sobrou toda eu aqui, sozinha, medrosa e pequena...
Parte I de um tal de Bloqueio Criativo, que na verdade é emocional, mas só isso me pareceu tão gay, que resolvi renomeá-lo, tábom? - http://www.flavidavivaviscera.blogspot.com/
Näkemiin
20080813
Pensamento por ai de última hora.
20080812
Repet, now.
As noites mal dormidas eram minhas companheiras, não fazia questão do sono ou do alimento, estava num verdadeiro alpha. Mas no meio desse alpha todo acho que encontrei mais razões para seguir em frente, na verdade, sempre temos, mas nessas horas precisamos de mais. Sempre queremos mais, principalmente motivos para seguir com essa vida sem rumo e confusa. Eu não quero seu amor, sua compaixão (não?!), na verdade, cheguei a tal ponto que já não sei mais de porra nenhuma. Eu só não sei quem eu devo ser com você.
De tanto pensar e procurar, me deparei com mais trilhares de motivos para me preocupar. Isso me drena, me alivia. Preciso me centrar em algo, me peocupar, nem que seja preciso me descabelar. Assim pelo menos, não acupo minha cabeça com aquelas coisas que vão aos poucos acabando comigo. “Preciso de dinheiro”, “as contas”, “o limite do cartão”, “fazer pedido de tal coisa”, “preciso ir mercado”, “preciso de você”. Não, definitivamente isso não pode fazer parte. Mas ainda com tudo isso eu preciso crescer. Perdi-me, e encontrei salvação ou abrigo nos braços do carinho ou do amor? Not.
20080806
Secret
(ok, ok. Bem ruim. Mas foi isso que saiu da minha cabeça)
20080801
Vamos
É você
Todas essas borboletas em meu estômago, o sorriso bobo que me abre, os finais das suas frases, o começo das minhas. Todas as palavras dos meus olhos, tudo o que eu tenho à dizer, todo o meu medo, toda a minha segurança.
O ranger dos meus dentes, minha voz solta (inconscientemente), meu divagar da mente, meu aconchego, meu corta-lágrimas (apesar de causar muitas delas), minha passagem de ida pra fora daqui (e que seja por um bom tempo), meu arrepio, meu prazer, minha satisfação, minha pele, meu peito, meu carinho, meu orgasmo...
O riscar do papel, o suor do meu corpo, todos os dias da minha vida!
Tudo isso grita você, como micronadjas dançando e cantando aqui dentro de mim, em toda parte, até no meu respirar. E é por isso que eu digo: É você, é você que eu sempre quis e nem sabia, e nem esperava.
Tudo isso, toda eu... Você.
Feliz próximos 5 meses!
(Caramba Gio! Quantas postagens (: Eu li, e gostaria que não tivesse te dado aquele 'bolo'... Desculpa!)
((Mas ainda sim foram ótimos textos...))
20080731
Cai o pano.
Já contei meu conto. Os lírios já secaram. Me perdi no meu próprio mundo, na minha própria mente. Agora me tornei jardineiro, e cuido de jardins de flores mortas. Minhas frases já não são mais válidas. Já é hora de deixar a velha caneta de lado, e tirar as palavras do papel.
20080730
Mostre-me
Te falo sobre a luz que há lá fora, do sol que se fez ontem. Te falo do vento forte, das árvores a ser mexerem. Você não fala nada.
Chego a conclusão que tudo isso foi um mal entendido. Seria um acidente? Sim, um acindente. Mas não esse tipo que você pensa. Esses, em que se tocam sirenes, que carros aceleram desesperadamente e furam o trânsito. Tudo foi indo da “melhor meneira possível”. Se quer percebemos que no fim das contas estávamos caindo aos pedaços, necessitando assim de um socorro, daqueles, em que se tocam sirenes e em que carros aceleram desesperadamente furando o trânsito.
Nessas horas buscamos explicações. Então, explica-me. Como você nunca sentiu? Como nunca percebeu? Não se faça de delicada, inocente. Essa sua face me irrita. Pois essa sua face não existe. É como uma atriz, que encarna um novo ser, uma nova pessoa, entra em cena e vive uma coisa que não é. Me diga se ainda há dúvidas de que é inútil ter fé ou esperança nisso tudo. Isso faz algum sentido?
Me ataque ou tente me demolir. Diga que nada disso contou, que foi uma coisa vaga. Ainda mais porque, daqui, alguém sairá perdendo. Não há como voltar atrás. Você brinca e eu prego peças. Dentre tantas meninas e meninas, a escolhida é você, e não há como fugir dessa sentença. Como um jogo de pegar palitos, se lembra? Mas esse é jogado por malditos lunáticos.
Olhando nossa foto agora, me sinto tão ‘eu’ como nunca me senti. Tudo agora faz parte do passado. Será? Queria que você me mostrasse onde há amor. Me mostre o amor, até que você abra a porta. Até eu levante do chão. Até que eu grite por mais. Me mostre o amor, e me dê tudo o que eu quero.
20080729
Palhaços
Todo esse negro é um cruel desespero, isto é uma emergência. Não esconda seus olhos de mim, os abra agora, e olhe para mim. Isso é uma ordem.
Você consegue me ver agora? Você consegue? Me olhe, estou flutuando, flutuando, flutuando. Me veja aqui no ar, sem me segurar em nada. Me mantendo firme, então, esteja ciente que eu tenho segredos que não compartilho. Me veja aqui te desejando. Se depois eu me negar, aceite.
Toda essa escuridão é crueldade justa. Te peço mais uma vez para que não esconda seus olhos de mim. Consegue me ver agora? Espero que sim.
20080728
Bolso do Sobretudo.
Saí à rua olhando tudo a minha volta, como sempre faço. Os sons, as cores, os ruídos, as pessoas, todos aqueles rostos que passam pelo meu olhar. Tudo se fundiu. Mais uma vez os pensamentos que antes de me perceguirem, te perceguem. O mais engraçado é que eu possa estar em qualquer lugar, por entre todos esses rostos, começo a procurar o seu. A cada rua, quadra, avenida, esquina. A cada passo. Por mais que eu saiba que isso não acontecerá, ainda carrego a tola e insignificante esperança.
Vou andando mais rápido, tenho pressa. Chegar atrasado mais uma vez acabaria comigo. Perco mais um compromisso. Ajeito mais uma vez o sobretudo que comprei no inverno de dois anos atrás. Eu era mais magro do que sou hoje. "A dois anos atrás". Meu passado. Queria poder fugir dele. Ele também corre atrás de mim. E ele, com certeza, está vindo, e chegando cada vez mais perto, querendo me apunhalar e acabar comigo. E nem está se importando se eu acertei ou não com minhas atitudes. Ele está por vir. E não está nem ai.
Ando mais um pouco. Mais rostos. A procura continua. O fracasso também. Muitas pessoas parecem não entender meu ponto de vista. Acham que eu erro sempre, em todas as atitudes. Acham que eu devo colocar tudo a perder por meras palavras, que podem derrubar o que ainda está sendo construído. Elas não entendem o que sinto. Nessa horas me sinto um maníaco psicopata. Sabe, aqueles pessoas que fazem coisas que ninguém entende? E que em muitos momentos são repudiadas, abandonadas? As vezes me acham louco por pensar em você, na sua presença. Não me importa os que não me entendem. Arrumo o sobretudo do inverno de dois anos atrás e faço um ar de "pomposo", como quem relamente não se importa, ou não quer saber. Tudo o que preciso saber é que você, querendo ou não, é uma pessoa que me ajuda, e me torna melhor. Tudo o que eu preciso saber é que você está do meu lado quando tudo isso vem a tona. Mas, infelizmente, não está quando você me vem a tona. O sobretudo aperta mais uma vez.
Arrumo mais uma vez aquele sobretudo, já meio batido, afinal, é de dois invernos atrás. Ele está colado no corpo como nunca esteve. Sinto que todos ao meu redor me olham de maneira estranha, não sei explicar. Entro naquela cafeteria, peço um café grande, bem forte e com aroma de vanilla. Isso consegue me acalmar em qualquer hora. Sento a mesa e choro. Choro por não mais saber o que fazer e por estar confuso. Odeio não ter minhas idéias no lugar. Choro por quere fugir de tudo isso. Por querer fugir dos meus pensamentos desgraçados e do passado. Sinto uma dor no abdome, o sobretudo me aperta.
Saindo, arrumo mais uma vez o sobretudo, já estava começando a me irritar. Coloco a mão no bolso. Quando olho o bolso, lá está ele. Meu passado. Ele me achou.