20081205

Aqui jaz alguém que fala.

Até não mais.

20081012

Flááá!

Pequena do meu coração! Mais uma vez nosso encontro mia! oaheaiouehoiae. Não pude ir de manhã no Alves por conta de uns negócios aê... ¬¬ Tinha a esperaça de encontra-la a tarde, mas vi que nem foi possível. E que raios acontece com seu celular? Acho que foi a bateria, hein...

Ouvir a tua voz naquela quinta feira foi tão bom. Tinha acabado de sair uma sessão de chorar as mágoas com o café. Quando vi o Erick pensei "nossa, ele!", quando ele me deu o celular e vi seu nome ali no visor pensei "eeeeela! \o/". Sim, precimos conversar muito, mesmo. E o mais rápido possível. Vale o que for, teleconferencia, msn e qualquer buteco sujo por ai.

Espero te ver muito em breve.

Com muita saudade,
Giovane.

20081003

Gioo!

Obs: Oi amigo!!
Vamos conversar?
Que tal sairmos?

Ir à um cinema, um restaurante, uma lanchonete... Um barzinho sujo da Paulista?
Quem sabe a gente se fala por teleconferência, msn, orkut... E que tal telefone?
Ou um barzinho sujo aqui perto, mesmo?

Estou com saudades, faz dias, semanas, meses... Um tempão que a gente não se vê.
Gostaria de me contar as novidades?
Sabe, eu não tenho tido tempo pra falar muita coisa, mas quem sabe eu possa ficar à te ouvir.. Não parece legal?

Bom... Quem sabe a gente se vê por aí, não é?!
Dia 11 tem apresentação do Guri, à propósito, vão ler um texto que eu escrevi (aposto que eu não vou gostar dele, masss..). Lá no Alves, a gente pode se ver lá, se você quiser ir...

Até mais, amigo!

Beauty

É, faz tempo que eu não apareço né?!
Pois então, muita coisa me aconteceu, muito da minha vida mudou (por incrível que pareça, nesse curto período de tempo) e cá estou eu aqui, tentando me dar um tempo daquele ócio (criativo?) que tanto tinha antes, mas eu te juro, é difííícil. Do mesmo tempo que tanto parada, tanto produtiva e, enfim, cansada...
Mais descarregos e fofoquinhasda minha vida, não perca, somente hoje, no http://www.flavidavivaviscera.blogspot.com!!! Tãn dan dããããããnnn
(:


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Um poeminha de março desse ano:

A beleza não segue regras. A beleza é bela por ser desregrada.
A beleza é bela por ser poema.
Bela por ser poetisa.

Por ser fumaça, cheiro, côr, brilho.
A beleza é triste, profunda, irreal.
A beleza é você hoje, ela amanhã.
A beleza se muta.
E não por ser mutante deixa de ser bela.

A beleza é nua, crua, ardente.
A beleza é sangue, vento, sílaba e ponto e vírgula.

A beleza é bela aos olhos de quem vê.
À pele de quem tateia.
Ao coração de quem a sente.

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Näkemiin

20080914

Cada um despejado em seu lugar.

Pessoas não são capazes de colocar seus sentimentos para fora. Isso é fato. Na verdade, colocam. Mas de formas diferentes e em lugares diferentes. Cada pessoa tem uma forma diferente de colocar pra fora, de colocar os sentimentos em seus lugares.

Existem pessoas que colocam seus sentimentos em travesseiros. Passam o dia com eles na cabeça, com as lágrimas nos olhos e com aquele frio em sua barriga. Ao chegar em casa, o primeiro passo é colocar aquela música, depois apenas se jogar na cama. Jogar-se entre travesseiros, lençol e cobertores. Sentir apenas o cheiro limpo da roupa de cama recém trocada, do travesseiro que acabara de passar o dia todo ao sol. Aí, choramos, colocamos para fora. Depositamos nossas lágrimas naquela linda colcha bordada e com detalhes, que agora passa a estar borrada e com marcas d'água. Ali ficam os sentimentos, entre a limpa e cheirosa roupa de cama, acompanhada pela música do momento.

Alguns depositam suas sentimentalidades em copos. Copos de café, copos de cerveja, copos de puro uísque. Uns preferem apenas um copo de dry martini, para ver a vida com uma azeitona pela frente, e a momentânea tranquilidade a lhe invadir a alma. Os que colocam os sentimentos em copo de café, são os mais sentimentais. Gostam de um copo grande e forte em noites frias e com clima chuvoso, para depois sairem andando, normalmente pela Avenida Paulista, olhando os grandes prédios, as luzes que ficam ao céu e sentir o vento gelado no rosto. A hora do vento é a "grande hora", é quando a torrente entra, invade, derruba. Seus olhos passam a não aguentar, e então, suaves e contadas lágrimas escapam, sendo logo enxugadas. Os que preferem os copos de cerveja não se importam com o bar. Qualquer um é o melhor, se tiver uma sinuca, passa a ser perfeito. Garrafas e garrafas, apenas o gosto amargo descendo-lhe a garganta e deixando-o mais aliviado. Os sentimentos ficam ali, à mesa, ou nas tacadas em bolas de bilhar. Essas pessoas não choram, deixam que as garrafas chorem por elas, ou que as gotas caídas ou desperdiçadas tornem-se suas lágrimas. Considero o copo de puro uísque um modo peculiar e pensativo de se despejar os sentimentos. Forte, marcante. Se eles choram? Isso depende muito, existem aqueles que se deixam levar, e outros ficam como o uísque, forte, marcante. Mais uma vez, o alivio momentâneo tem o domínio.

Aqueles que colocam sentimentos em folhas de papel, em minha opinião, são os mais 'engraçados'. Tudo o que sente é depositado ali de forma diferente, lúdica, maioral. Imortal. É comum nas pessoas que deixam seus sentimentos em folhas de papel (ou em arquivos do computador) o acompanhamento de algum copo, eles são fundamentais e inspiradores. Os que optam por essa saída deixam tudo que escrevem um pouco embaçado, de forma que só ele entenda 100% o que está escrito, e ainda assim, tem fé de que aquele alguém entenda que tudo o que ali está é direcionado para ela. Complicado, mas não impossível. O alívio nesses casos chega como ambulância, berrando, cortando o trânsito e salvando de forma heróica e bonita. Mais uma noite vencida, o sono é a recompensa.

Uns deixam sentimentos ao ar. Falam sozinhos, entre árvores do parque, anotações do escritório, panelas e utensílios da cozinha. Ou até mesmo falam o que sentem para quem o sentimento é destinado, mas em códigos, com a tola esperança do entendimento primordial e de declarações inesperadas. O alívio desse caso é o mais falso possível. Por mais que você tenha colocado pra fora, você não colocou. O nada absorveu.

Há também os que têm um depósito de sentimentos na cabeça. Esses pensam, enlouquecem, e colocam tudo no seu depósito. Acho que nesse caso não há alívio. Se há, ele dura milésimos de segundo. Creio que são essas pessoas que vão parar nos hospícios com camisas de força amarradas de forma grosseira e estúpida. Quando chegam a esse estágio passam a ver a vida se passar por uma janela, e são criadas e cuidadas por anjos. Anjos que usam branco, e estão ali por amor, por que estudaram anos, e por que querem te salvar.

No fim das contas, em todos os casos, os sentimentos acabam por ficar presos. Mas na prisão da segurança, para que eles não causem nenhum estrago ou acabem por provocar o caos. Em algumas vezes a prisão é a melhor saída, para não se machucar, para não demolir toda a construção, para não sangrar e ficar com marcas.
Em alguns momentos, acho que prefiro sangrar de emoções a viver sem cicatrizes, porém, nunca consigo.

20080829

Remédio certo.

Estou dominado por algo forte. Algo que não sei o que é na verdade. Estou me embaralhando, pensando o que pode ser. Isso não está claro para mim. Han, se não está para a pessoa que está dominada por essa coisa, então imagine para você. Há uns três dias cheguei a conclusão que posso chamar essa coisa de "bola de ar presa em minha barriga querendo sair pelo umbigo". Está mais claro?
É extremamente desagradável conviver com a "bola de ar presa em minha barriga querendo sair pelo umbigo". Eu tenho acordado com ela, passado o dia com ela, dormido com ela. Não posso dizer que tenho sonhado com ela, pois os sonhos fugiram da minha cabeça, não os tenho há um tempo. É difícil não sonhar, então, fortaleço essa maldita bola sonhando acordado. Sabe, sem deitar, dormir. Sonho em pé, acordado. Foi a saída que encontrei. Machuca estar com a bola, ela te desconcentra, deixa você fora de si. Faz você vagar ao invés de andar, não deixa você trabalhar direto, você não pode correr para pegar o ônibus, pois ela grita com um forte soco no lado esquerdo do corpo, logo abaixo da costela. Quando se tem uma bola dessa na barriga, não se pode sentir fome, tampouco, comer demais. As reações do corpo se unem com essa, que, admito agora, foi criada por um sentinmento meu, preso aqui dentro.
Nesses últimos dias de convivio com a bola, tive um choque. Um choque a favoreceu, e a fez crescer dentro de mim, me derrubando mais, e quase me deixando louco. Mas esse tempo foi pouco, o que veio a favorece-la, na verdade, veio para ameniza-la.
Filosozofar com amigos de verdade é sempre bom. Falar sobre seus problemas, e os deles, também é muito bom. Compartilhar é bom. Falar com alguém que você considera, ou gosta muito, sempre te ajuda a abaixar a poeira de seus problemas, mesmo se você não fala deles. A pessoa ao seu lado consegue driblá-lo.
Até agora não sei se fui claro. Não importa. O que estou sentindo está claro dentro de mim. Não 100%, concordo. Nunca, ninguém, vai estar 100% claro para si mesmo. Hoje, logo quando acordei, me deram um remédio, um fortíssimo remédio, que fez com a tal "bola de ar presa na minha barriga querendo sair pelo umbigo" perdesse muita força. O remédio foi esse:

"E, quem é você? Seu rosto me parece familiar. Reconheço esses olhos exaustos, querendo gritar o mais alto possível, por mais que isso seja inútil. Através deles, enxergo sua alma pálida, escondendo de si a paleta de cores.
Aí retomo a pergunta - quem é você? E ele fica mudo. Não se importa com o que digo ou faço. Comtempla o vazio. O vazio da dúvida, que, por vezes, o acalma. Indicadores se encontram, mas sem sentido.
De seus pensamentos (sim, e consigo vê-los) retiro uma peça dum quebra-cabeça que logo se joga contra a parede do local, à espera das outras tantas que, por enquanto, não alcanço.
O local pára. Uma luz se acende. E, agora de costas para ele, fico feliz em tê-lo reconhecido. Quem sabe o verei mais vezes, e complete o restante do passatempo, que continha a seguinte frase:
"Já sendo imortal, se jogue. Não caia."
É incrível como um elevador social vira um lugar de reflexão. E menos vinte elos."

Então, sem saber, me joguei. E fui pego. Mas ainda tenho destroços dentro de mim, pois me deixei cair por dentro, sem ninguém para me segurar, e só me dei conta disso agora. É realmente satisfatório quando você ajuda alguém, e mais ainda quando a ajuda doada também lhe faz bem. Aquela velha história da corrente do bem, sabe? Posso dizer que hoje saí um pouco mais do poço. Só a parte da batata da perna para baixo está lá. Será o sol que está por vir?
Tomei um bom remédio hoje, que me ajudou muito. Sim, ainda tenho uma "bola de ar dentro de minha barriga querendo sair pelo umbigo", mas ela está mais fraca. E está condenada a enfraquecer mais e mais, até desaparecer.

Fui claro?

20080827

Sentimentalidade vaga e sensação.

{{{ As vezes precisamos da ajudar de alguém. Agora tomei coragem :) Achava que não tava bom, mas já que gostaram, ta ai. Valeu, Cah!}}}

Sentimento de Angústia: Me falaram que é como um poço cheio de lodo, e com água até a sua cabeça. Para respirar, você precisa pular, mas não consegue escalar, pois as paredes estão escoregadias. Você tem que esperar o sol nascer, o lodo secar, e escalar. Acontece que quem faz o sol aparecer é você.
Também me perguntaram se vale a pena ficar angustiado. Vale. Por mais incrível que isso possa parecer. Como disse, tenho medo de colocar tudo a perder, mais vale ficar angustiado do que colocar a perder isso tudo, que é tão magnífico para mim.
Acontece que você não ajuda.Você pode ser um pouco mais claro? Para o seu bem, e para o meu, peloamordedeus.

Sensação de Nunca Mais Querer Ver Você: Seria essa a solução? Excluir você da minha vida, nunca mais te ver e pronto, tudo passou. Já quebrei a cabeça pensando nisso, mas a cada vez que estou com você, que passo horas rindo em tua companhia isso desaparece. É impossível te deixar. Queria nunca mais poder olhar na sua cara, queria poder esquecer você. Não posso, fato.
Imagine se isso acontecer. Um dia, com certeza, vou procurar você, algo mal resolvido estará preso dentro de mim.

20080824

Ouça-me

Nenhuma pessoa é uma ilha em que nada é descoberto. Roube a noite e viaje comigo. Me leve nessa descoberta. Ouça meus chamados.

Belive

Passei o tempo todo aqui, vendo o que eu preciso, o que me faz sofrer. Agora pensei em você, que novidade. Já é hora de você enfrentar o que você está escondendo de você mesmo. Você cria defesas, fala o que na verdade não acha.

Saiba que você não precisa fazer isso sozinho, eu estou aqui para te ajudar, e você sabe disso. Basta você acreditar. As estrelas passarão a brilhar mais forte, aquela lua que sempre reparamos ficará mais bonita. Eu acredito em você, creia. Me tire dessa angústia. Me liberte. É só você acreditar. Pare de fugir, por favor.

20080822

A grande verdade é que eu morro de medo de tudo isso.

20080816

Dream

Hoje me falaram de sonhos. Engraçado, não? Quase toda noite tenho vontade de chorar, mas seguro minhas lágrimas o quanto posso. Um dia, jurei a mim mesmo que nunca mais iria chorar, espero que isso não ocorra. Foi um sonho pensar que tudo havia acabado, voado para longe. Os fatos não afastam minhas vontades. Se é que são fatos. Sonhei com você na última noite. Foi bom. Provei do momento que eu mais quero que ocorra. No meu sonho, você chega, fala um pouco comigo, e me beija. Me beija, hum, um sonho. Surpreso, mas feliz com sua atitude, depois de sua saída ligo desesperadamente para minha amiga para contar o fim de meu sofrimento e de minha angústia. Mas tudo não passa de um sonho, um fruto do meu subconsciente. Você não veio, o sofrimento ainda não teve fim. Estava a pouco pensando sobre minhas atitudes, não vou me manifestar. Vou amar, vou chorar (será?), vou sofrer, me desesperar, mas em silêncio. Até a hora que isso tudo passar, ou se concretizar.
Queria que tudo acontecesse da melhor forma para todos, já cansei de fantasiar, de te imaginar ao meu lado. A avenida cheia de árvores e flores passa a ficar embaçada na minha visão. Vejo você vindo em minha direção. Deve ser um sonho, isso não é possível. Melhor voltar ao mundo real, encarar as coisas como elas são, e de frente.
Então, em meu sonho, desperto para a realidade.

20080814

Bloqueio criativo - Parte II

Tudo me parece mais triste, uma caixinha de fósforos me parece cada vez mais confortável e segura, eu quero a minha mãe, e necessito de todo e qualquer elogio que alguém (ou todos) possam me direcionar.

Auto-confiança, valor, segurança, todos tiraram férias, e sobrou toda eu aqui, sozinha, medrosa e pequena...

Parte I de um tal de Bloqueio Criativo, que na verdade é emocional, mas só isso me pareceu tão gay, que resolvi renomeá-lo, tábom? - http://www.flavidavivaviscera.blogspot.com/



Näkemiin

20080813

Pensamento por ai de última hora.

Agora vá. Voe para bem longe. Foi bom enquanto a sua tortura me fez pensar e evoluir. Agora, enfim, acabou. Voe de volta para o céu, de onde você veio, como um anjo que a Terra me deu.

20080812

Repet, now.

Então, eu (acho que) encontrei um motivo para continuar “na boa”. Agora vou ser mais aplicado, vou tentar ver o outro lado, mais uma vez vou falar com as paredes, comigo mesmo. Vou tentar falar com minha alma, isso se ela ainda está aqui. Por todos esses dias estive vazio. Completamente. Existia um vácuo dentro de mim, só o frio me dominava, e os barulhos das gotas de chuva caindo na minha janela e no teto da minha casa. Aquilo me consumia. Estava vazio, e frio. Não existia Giovane, corpo ou alma. Para aqueles me julgavam ser vazio, oco ou frio, agora estavam certos, pois era assim que eu estava.

As noites mal dormidas eram minhas companheiras, não fazia questão do sono ou do alimento, estava num verdadeiro alpha. Mas no meio desse alpha todo acho que encontrei mais razões para seguir em frente, na verdade, sempre temos, mas nessas horas precisamos de mais. Sempre queremos mais, principalmente motivos para seguir com essa vida sem rumo e confusa. Eu não quero seu amor, sua compaixão (não?!), na verdade, cheguei a tal ponto que já não sei mais de porra nenhuma. Eu só não sei quem eu devo ser com você.

De tanto pensar e procurar, me deparei com mais trilhares de motivos para me preocupar. Isso me drena, me alivia. Preciso me centrar em algo, me peocupar, nem que seja preciso me descabelar. Assim pelo menos, não acupo minha cabeça com aquelas coisas que vão aos poucos acabando comigo. “Preciso de dinheiro”, “as contas”, “o limite do cartão”, “fazer pedido de tal coisa”, “preciso ir mercado”, “preciso de você”. Não, definitivamente isso não pode fazer parte. Mas ainda com tudo isso eu preciso crescer. Perdi-me, e encontrei salvação ou abrigo nos braços do carinho ou do amor? Not.

20080806

Secret

Já está na hora de eu te falar. Vou te contar um segredo. Um segredo, que espero eu, que você, de certa forma já saiba. Na verdade, eu não sou quem você pensa. No começo eu era, agora não sou mais. Eu sou o garoto do seus sonhos, disfarçado de melhor amigo.


(ok, ok. Bem ruim. Mas foi isso que saiu da minha cabeça)

20080801

Vamos

O que estamos fazendo agora? O que vamos fazer agora? Você me olha com uma cara de quem não sabe de nada, não minta. Vamos, entre no carro, abaixe o vidro e deixe o vento bater em nosso rostos. Vamos, dirija. Vamos para longe, acelere o quanto você puder. Me vejo agora ao seu lado, vejo isso tudo.O quanto você me faz um bem e um mal ao mesmo tempo, de uma forma tão mista e confusa que eu não consigo sentir mais nada, e perco a noção de tudo. Vamos, dirija mais rápido. Pela primeira vez eu choro. Acho que mudei de idéia. Vamos para o espaço, para um lugar que seja mais longe de tudo. Vamos juntos, assim nos tornaremos estrelas. Vamos juntos. E como as estrelas, nós queimaremos.

É você

É você, eu sei que é. Tudo isso.
Todas essas borboletas em meu estômago, o sorriso bobo que me abre, os finais das suas frases, o começo das minhas. Todas as palavras dos meus olhos, tudo o que eu tenho à dizer, todo o meu medo, toda a minha segurança.

O ranger dos meus dentes, minha voz solta (inconscientemente), meu divagar da mente, meu aconchego, meu corta-lágrimas (apesar de causar muitas delas), minha passagem de ida pra fora daqui (e que seja por um bom tempo), meu arrepio, meu prazer, minha satisfação, minha pele, meu peito, meu carinho, meu orgasmo...

O riscar do papel, o suor do meu corpo, todos os dias da minha vida!

Tudo isso grita você, como micronadjas dançando e cantando aqui dentro de mim, em toda parte, até no meu respirar. E é por isso que eu digo: É você, é você que eu sempre quis e nem sabia, e nem esperava.

Tudo isso, toda eu... Você.


Feliz próximos 5 meses!
(Caramba Gio! Quantas postagens (: Eu li, e gostaria que não tivesse te dado aquele 'bolo'... Desculpa!)
((Mas ainda sim foram ótimos textos...))

20080731

Cai o pano.

Toda história que se passa comigo já foi contada. Já me atolei na esperança, já sofri. Já passei, e ainda passo, horas a pensar em você. Mas eu quis jogar o jogo, e agora estou pagando o preço. Toda a cena já foi atuada, os atores já vão, e levam junto meu coração. O espetáculo acabou. Cai o pano. Antes aconteça assim, pelo menos, tenho a tola esperança de não mais pensar nisso tudo. Agora acho que já não mais há tristeza nas páginas de meu livro. Estou cansado, mas isso não me livra da responsabilidade de cuidas das almas que salvei, daquelas que salvo e daquelas que luto para salvar. Ainda tenho que conviver.

Já contei meu conto. Os lírios já secaram. Me perdi no meu próprio mundo, na minha própria mente. Agora me tornei jardineiro, e cuido de jardins de flores mortas. Minhas frases já não são mais válidas. Já é hora de deixar a velha caneta de lado, e tirar as palavras do papel.

20080730

Mostre-me

Te falo sobre a luz que há lá fora, do sol que se fez ontem. Te falo do vento forte, das árvores a ser mexerem. Você não fala nada.

Chego a conclusão que tudo isso foi um mal entendido. Seria um acidente? Sim, um acindente. Mas não esse tipo que você pensa. Esses, em que se tocam sirenes, que carros aceleram desesperadamente e furam o trânsito. Tudo foi indo da “melhor meneira possível”. Se quer percebemos que no fim das contas estávamos caindo aos pedaços, necessitando assim de um socorro, daqueles, em que se tocam sirenes e em que carros aceleram desesperadamente furando o trânsito.

Nessas horas buscamos explicações. Então, explica-me. Como você nunca sentiu? Como nunca percebeu? Não se faça de delicada, inocente. Essa sua face me irrita. Pois essa sua face não existe. É como uma atriz, que encarna um novo ser, uma nova pessoa, entra em cena e vive uma coisa que não é. Me diga se ainda há dúvidas de que é inútil ter fé ou esperança nisso tudo. Isso faz algum sentido?

Me ataque ou tente me demolir. Diga que nada disso contou, que foi uma coisa vaga. Ainda mais porque, daqui, alguém sairá perdendo. Não há como voltar atrás. Você brinca e eu prego peças. Dentre tantas meninas e meninas, a escolhida é você, e não há como fugir dessa sentença. Como um jogo de pegar palitos, se lembra? Mas esse é jogado por malditos lunáticos.

Olhando nossa foto agora, me sinto tão ‘eu’ como nunca me senti. Tudo agora faz parte do passado. Será? Queria que você me mostrasse onde há amor. Me mostre o amor, até que você abra a porta. Até eu levante do chão. Até que eu grite por mais. Me mostre o amor, e me dê tudo o que eu quero.

20080729

Palhaços

Você me vê?

Todas essas lágrimas no ar, quem pode dizer onde elas vão cair? Por florestas flutuantes no ar? Através do mar impetuoso? Mando um beijo e ando pelo ar, deixo o passado e acho lugar nenhum. Florestas flutuantes no ar... palhaços em torno de você. Palhaços estão aqui para fazer você saber. Onde, de fato, você deixou de lado a razão. Palhaços em torno de você... É a cruz que eu tenho que carregar.

Todo esse negro é um cruel desespero, isto é uma emergência. Não esconda seus olhos de mim, os abra agora, e olhe para mim. Isso é uma ordem.

Você consegue me ver agora? Você consegue? Me olhe, estou flutuando, flutuando, flutuando. Me veja aqui no ar, sem me segurar em nada. Me mantendo firme, então, esteja ciente que eu tenho segredos que não compartilho. Me veja aqui te desejando. Se depois eu me negar, aceite.

Toda essa escuridão é crueldade justa. Te peço mais uma vez para que não esconda seus olhos de mim. Consegue me ver agora? Espero que sim.